Grupo de Trabalho

GT Mobilidade

A origem do Grupo de Trabalho Mobilidade Urbana remonta à Câmara Regional do Grande ABC, realizada em 1997. O GT tem como objetivo promover a integração do ABC aos principais eixos viários da Região Metropolitana de São Paulo, portos e aeroportos, assim como a melhoria da integração intrarregional. Além disso, busca aprimorar o sistema logístico de transporte rodoviário e ferroviário de cargas, o gerenciamento regional de trânsito e o transporte coletivo urbano municipal e metropolitano. Também está entre suas metas o aumento da segurança viária e da acessibilidade, reduzindo o número de acidentes. 

Inicialmente denominado Planejamento Urbano e de Meio Ambiente para o Desenvolvimento Sustentável, o GT recebeu diferentes nomes e configurações ao longo de sua existência. A partir de 2000, como desdobramento do Planejamento Regional Estratégico, teve a denominação de Eixo Estruturante Acessibilidade e Infraestrutura. Posteriormente, foi classificado como Núcleo Estratégico Mobilidade, a partir de onde se formam o GT Logística e, posteriormente, o GT Mobilidade. Em 2010, com a elaboração do segundo Planejamento Regional Estratégico (2010-2020), o GT Mobilidade foi enquadrado no Eixo Estruturante Infraestrutura. Com a formulação do PPA Regional 2013-2017, é criado o Comitê de Programa Mobilidade e o GT foi mantido.

Ações e Conquistas

1997 e 1998 
– Foram firmados os acordos do plano de Melhoria do Sistema Viário, envolvendo obras no sistema Anchieta/Imigrantes e Índio Tibiriçá – construção de alças, trevos e viadutos – além de tratativas em conjunto com a Secretaria de Transportes Metropolitanos para o planejamento integrado do sistema de transportes e sistema viário de interesse metropolitano.

2000
– Participação nas discussões para definição do traçado do Rodoanel trecho sul e da conexão do Rodoanel com o Polo Petroquímico de Capuava, culminando na interligação da Avenida Jacu-Pêssego à Papa João XXIII e conexões com a Avenida dos Estados, entre outras iniciativas. Durante o Planejamento Estratégico de 2000-2010, o grupo debatia questões como gestão integrada dos transportes, planejamento e operação do tráfego, sistema viário e circulação de carga. 

2005 
– Desenvolvimento dos Planos de Integração Viária de Interesse Regional (PIVIR), cujo objetivo era o de proporcionar melhoria no tráfego regional a partir da análise de pontos críticos de congestionamento. 

2007
– Elaboração do PIVIR II, que identificou os principais impactos da construção do Trecho Sul do Rodoanel. 

2009 
– Início das tratativas com o Governo do Estado para desenvolvimento de projeto funcional para uma linha de metrô de média capacidade para a Região, com um traçado que percorre as divisas de São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André, integrado à Linha 10 da CPTM e à Linha Verde do Metrô, na estação Tamanduateí. 

2010 
– GT Mobilidade desenvolve uma série de ações visando melhorar a mobilidade na região, a partir do segundo Planejamento Estratégico (2010 – 2020).

2011
– Desenvolvimento da Operação Horário de Pico, com o objetivo de integrar as ações de gerenciamento de trânsito em horários pré-determinados, nos principais eixos viários regionais. A iniciativa consistia na ampliação da rede de contatos entre os agentes de trânsito e no posicionamento estratégico de viaturas nos horários críticos de congestionamentos.
– Início da Campanha Travessia Segura, um programa permanente de respeito ao pedestre, que tem por meta reduzir em até 50% o número de vítimas de acidentes de trânsito até 2020. A Campanha se estrutura em ações de conscientização e capacitação, além de melhoria contínua na sinalização viária próximo a travessias. Segundo dados da Polícia Militar, de 2012 a 2015 o número de acidentes de trânsito na região diminuiu em mais de 30%, em especial os atropelamentos. 

2012 
– Participação na Câmara Temática do Conselho de Desenvolvimento Metropolitano sobre Logística e Transporte de Cargas, que tinha como objetivo propor uma regulamentação metropolitana para o setor.

2013 
– Desenvolvimento do Plano Regional de Mobilidade, que resultou no Plano de Investimentos em Mobilidade Urbana na Região do Grande ABC. A iniciativa estruturou 16 eixos prioritários para circulação do transporte coletivo. Após receber o aval do Ministério do Planejamento, a região definiu 4 eixos prioritários, que receberam recursos do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2), prevista para ocorrer em duas fases. 

2016 
– Início da discussão sobre a elaboração de Plano de Integração Tarifária Regional, visando à integração modal, física, operacional e tarifária, a partir das diretrizes formuladas no Plano de Mobilidade Regional. Paralelamente, ocorrem as discussões para a estruturação de um Centro de Controle Operacional Regional nos principais eixos de circulação de transporte coletivo.