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Pesquisa de Emprego e Desemprego - Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2016

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Desemprego volta a subir na região ABC

Desemprego volta a subir na região ABC


Desemprego volta a subir na região ABC

Em recuo nos últimos três meses, a taxa de desemprego entre a população do ABC subiu de 15,5% (outubro) para 16,0% no último mês. Os números são da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) referente ao mês de novembro deste ano, realizada pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), em parceria com o Consórcio Intermunicipal Grande ABC, divulgada nesta quarta-feira (21), na sede da entidade regional.

Estimado em 227 mil pessoas, o contingente de desempregados aumentou em 5 mil pessoas na comparação entre outubro e novembro. O resultado é decorrente da redução do nível de ocupação que teve eliminação de 18 mil postos de trabalho (-1,5%). O número é superior a queda da População Economicamente Ativa (PEA) que registra a saída de 13 mil pessoas da força de trabalho da região (-0,9%).

“O mês de novembro não representa uma tendência típica, porém essa é a maior taxa de desemprego desde 2004 que apresentou 17,8%. Pela primeira vez desde julho, o nível de ocupação caiu mais do que a PEA”, explica o economista do Dieese, César Andaku.

O total de ocupados foi prejudicado pela redução no setor de Serviços, com eliminação de 16 mil postos de trabalho (-2,4%) e parcialmente compensado pela variação positiva no Comércio e Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas, com geração de 2 mil postos (0,9%), e na Indústria de Transformação que gerou mil postos (0,4%). “Apesar do número positivo no setor, em dois anos são 70 mil ocupados a menos na metal-mecânica, segmento que corresponde a quase metade da indústria de transformação”, aponta Andaku. Segundo o economista, o cenário torna-se ainda mais preocupante devido a ser este o segmento com melhores salários e empregos mais estruturados, o que acaba impactando nos outros setores também.

O número de assalariados decresceu 1,8%. No setor privado, reduziram-se os contingentes de empregados com e sem carteira de trabalho assinada (-2,8% e -3,4%, respectivamente). Já no setor público, houve aumento de assalariados em 12,8%. O total de autônomos teve aumento em 1%.

Entre o rendimento médio dos ocupados, houve variação negativa (-0,4%) e crescimentos para os assalariados (1,0%), que passaram a equivaler a R$ 2.052 e R$ 2.164, respectivamente.

Comportamento em 12 meses

A taxa de desemprego total na região ABC em novembro deste ano (16,0%) ficou acima da observada no mesmo mês em 2015 (12,2%).

Ainda nesta comparação, o contingente de desempregados aumentou em 56 mil pessoas, como resultado da retração do nível de ocupação, com eliminação de 35 mil postos de trabalho (-2,9%) e da ampliação da População Economicamente Ativa (PEA), quando 21 mil pessoas ingressaram na força de trabalho regional.

O nível de assalariamento diminuiu nos últimos 12 meses (-3,3%). No setor privado, decresceu o contingente de assalariados com carteira de trabalho assinada (-3,3%) e manteve-se estável o daqueles sem carteira. O emprego no setor público retraiu-se em 4,9. No período em análise, reduziram-se o número de ocupados no agregado demais posições (-8,9%) e o de autônomos (-2,5%) – com decréscimo entre os que trabalham para o público (-6,3%) e crescimento entre os que trabalham para empresa (5,3%).

Entre outubro de 2015 e de 2016, retraíram-se os rendimentos médios reais de ocupados (-7,1%) e assalariados (-6,4%). Também diminuíram as massas de rendimentos reais dos ocupados (-8,3%) e dos assalariados (-8,3%), em ambos os casos, devido à redução do rendimento médio real e, em menor medida, do nível de ocupação.

Expectativa para a economia nacional

O economista fez uma análise sobre a Projeto de Emenda Constitucional 241/55, que prevê o teto de gastos públicos. “De modo geral, as medidas federais não têm resultado em curto prazo, ou seja, não é a saída para a crise. Enxergo a retomada do mercado de trabalho somente em 2018, isso ao pensar no nível de ocupação. A taxa de desemprego pode melhorar, mas isso dependerá do comportamento das pessoas na entrada e saída do mercado”, comenta Andaku.

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